O clima no morro era de construção e tensão.
Enquanto o povo empilhava sonhos, o sistema afiava as garras.
Na quadra da ONG, Theo ajudava a organizar as novas carteiras escolares recebidas como parte do último “presente”.
Livros de alfabetização, jogos pedagógicos, cartilhas de saúde, até computadores usados — tudo cuidadosamente empacotado, vindo diretamente de mãos invisíveis do alto escalão.
— Aqui, professor, encaixa essa mesinha com a outra — disse Bê, suado, rindo, com um prego na boca