Incapaz de suportar a visão da própria cama, Pyro deu as costas e caminhou até a adega particular no canto do quarto. Ele pegou uma garrafa de vinho, o líquido tão escuro quanto sangue, e seguiu para a imensa janela que dava para os jardins vulcânicos.Ele se sentou no parapeito, a garrafa em uma mão e o olhar perdido no horizonte, onde a vila dos humanos se escondia depois das florestas. E bebeu um longo gole, sentindo o vinho queimar, enquanto o frio em seu peito persistia.E pela primeira vez em toda a sua vida imortal, o sono não veio. O grande Pyro, o senhor das chamas, estava desperto, vigiado pela lua e assombrado pela imagem de uma fêmea humana que ele deveria desprezar, mas que, de alguma forma, roubara sua paz.— O que você fez comigo, sua pequena fêmea humana? — murmurou ele para o vento, enquanto a primeira luz da madrugada começava a tocar as montanhas, encon
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