Rafael
O domingo perfeito havia sido uma alucinação.
Enquanto eu observava Isadora escovar os cabelos diante do espelho da suíte, a imagem dela sob o carvalho, rindo com Sofia, parecia pertencer a uma vida que não era a minha. O sol havia se posto e, com ele, a trégua. O ar no quarto estava carregado, denso como o prenúncio de uma tempestade elétrica. O beijo da tarde — aquele que Sofia exigira e que eu entregara com uma fome que mal consegui disfarçar — ainda queimava nos meus lábios e reper