Isadora
Se Rafael achava que poderia usar o desejo para me silenciar, ele não conhecia a mulher com quem havia assinado aquele contrato. Naquela manhã, acordei com uma clareza cortante. Se estávamos em uma guerra de nervos, eu não seria apenas a defesa; eu seria a ofensiva.
Vesti um vestido de seda terracota, ajustado o suficiente para ser notado, mas elegante o bastante para os olhos críticos de Beatrice. Quando entrei na sala de jantar para o café da manhã, Rafael já estava lá, impecável em um terno cinza sob medida, conversando com o Sr. Alberto.
— Bom dia a todos — disse, deslizando para a cadeira ao lado de Rafael.
Antes de me sentar, inclinei-me e deixei um beijo casto, mas demorado, no canto de sua mandíbula. Senti os músculos do seu pescoço tensionarem instantaneamente sob os meus lábios.
— Dormiu bem, querido? — sussurrei perto de seu ouvido, sentindo o calor que emanava dele. — Você parecia tão... inquieto durante a noite.
Rafael travou com a xícara de café a meio cami