Isadora
Bora Bora não parecia real. O azul da lagoa era tão intenso que chegava a doer os olhos, e o sol da Polinésia tinha um calor que parecia atravessar a pele e aquecer diretamente a alma. Mas, apesar de toda a beleza, a presença de Rafael era o elemento mais perturbador daquela paisagem. Ele era o centro gravitacional daquele bangalô, uma força silenciosa que eu tentava, sem sucesso, ignorar.
No segundo dia, ele decidiu que faríamos um passeio de barco privativo até um motu — uma pequena