Rafael
Os últimos três dias em Bora Bora foram uma tortura de um tipo que eu não previa. Isadora estava se recuperando; a febre cedera, e o corte no pé estava cicatrizando, mas a proximidade forçada naquele bangalô luxuoso estava corroendo meu autocontrole. Eu a observei dormir, cuidei de seus curativos e, em troca, recebi olhares que misturavam gratidão e uma desconfiança que eu sabia ser merecida.
O som do meu celular vibrando na mesa de centro quebrou o silêncio da manhã. Era uma mensagem