Rafael
Eu passei o resto da semana imerso na guerra jurídica contra Lívia. O sequestro temporário de Sofia foi uma jogada baixa, mas eficaz. Lívia queria controle e dinheiro, e estava disposta a usar a vulnerabilidade de Sofia e a minha falha de segurança para conseguir.
A mansão, por sua vez, estava insuportável. Eduardo se movia como um espectro. Eu detestava o julgamento silencioso dele. Isadora era pior; ela havia se transformado na sombra de si mesma, movendo-se pela casa como um fantasma, executando suas tarefas com uma eficiência robotizada. Ela havia aceitado a punição silenciosa.
Eu sentia uma raiva intensa por essa quietude. Eu a queria irritada, eu a queria lutando, eu a queria com o fogo nos olhos que antecedia o beijo. O silêncio dela era um muro de proteção que eu não conseguia transpor, e isso minava meu controle.
Decidi que precisávamos de um novo cenário.
A casa de campo não foi uma escolha impulsiva. Nada em mim funciona assim. Foi uma manobra calculada. Precisáv