Rafael
Eu a puxei para mim. O beijo era faminto, mas a hesitação dela ainda pairava no ar. Eu não precisava de resistência; eu precisava de aceitação.
Apesar da fúria e do desejo que me consumiam, recuei ligeiramente, olhando nos olhos dela, ainda segurando sua cintura firmemente.
— Eu não sou seu ex-marido. — Minha voz era rouca, um sussurro perigoso. — Eu não sou um homem que precisa usar a força para ter o que quer. Você é livre, Isadora. Livre para gritar. Livre para me chutar e mandar eu sair daqui. Você está em sua casa, eu sou apenas um intruso.
A respiração dela estava acelerada, e eu podia sentir o coração dela batendo forte sob a camiseta fina. Ela me olhava com uma mistura dilacerante de medo, desafio e uma urgência que não podia ser negada.
— Se você não me quiser, se disser "pare" agora, eu saio desta cama e desta casa. Acabamos de resolver a porra da sua vida. Eu não vou destruí-la. A escolha é sua.
A honestidade brutal e a oferta de liberdade a paralisaram. Era a