Rafael
Eu a puxei para mim. O beijo era faminto, mas a hesitação dela ainda pairava no ar. Eu não precisava de resistência; eu precisava de aceitação.
Apesar da fúria e do desejo que me consumiam, recuei ligeiramente, olhando nos olhos dela, ainda segurando sua cintura firmemente.
— Eu não sou seu ex-marido. — Minha voz era rouca, um sussurro perigoso. — Eu não sou um homem que precisa usar a força para ter o que quer. Você é livre, Isadora. Livre para gritar. Livre para me chutar e mandar e