Isadora
Saí do banho, sentindo-me ligeiramente mais calma, mas a raiva fervia sob a superfície. Não adiantava nada discutir com Rafael; ele sempre usava o caos como ferramenta. Minha única opção era entrar no jogo, sustentar a farsa para proteger meus pais, e esperar pela brecha para mandá-lo de volta à mansão.
Vesti uma calça de linho e uma blusa elegante. Eu precisava parecer a mulher madura e responsável que minha mãe achava que eu era, e não a pessoa dividida que acabara de ter o maior segredo exposto por um CEO invasivo.
Rafael não estava no quarto (para meu alívio). Quando desci para a sala de estar, ele estava vestindo uma camisa casual de linho, mas ainda assim, parecia absurdamente formal e caro para a casa dos meus pais.
— Eu disse para você se acalmar, querida. — Ele sorriu, me entregando uma taça de vinho. — Você está tensa.
— Claro que estou tensa e eu não bebo. — Murmurei, pegando o vinho. — Você invadiu minha casa, está mentindo para meus pais e, em algum momento,