Sábado.
Não queria sair da cama. O lado bom é que eu morava a poucos metros da festa: se quisesse dar uma escapada, ninguém perceberia. E, sinceramente, ninguém notaria minha falta — eu não conhecia praticamente ninguém além dos moradores da casa.
Demorei para me levantar. Não precisava trabalhar hoje, então planejei aparecer só mais tarde, quando a festa já estivesse acontecendo. Preparei meu café da manhã, e no meio de uma mordida, levei um susto.
— Eu não tenho nada pra dar ao Rafael. — Murmurei para mim mesma. — O que alguém como eu pode dar a um homem que já tem tudo?
Fiquei sentada no sofá, olhando para o nada, tentando pensar em qualquer coisa que não parecesse inoportuno ou deslocado. Eu sabia que ele não fazia questão de presentes…, mas ir a uma festa sem levar nada também não me parecia certo.
Suspirei, vesti um vestido simples e saí. O pessoal do buffet já tomava conta da área externa. O cheiro da comida começava a invadir a mansão. A festa começaria às quatro da