Sábado.
Não queria sair da cama. O lado bom é que eu morava a poucos metros da festa: se quisesse dar uma escapada, ninguém perceberia. E, sinceramente, ninguém notaria minha falta — eu não conhecia praticamente ninguém além dos moradores da casa.
Demorei para me levantar. Não precisava trabalhar hoje, então planejei aparecer só mais tarde, quando a festa já estivesse acontecendo. Preparei meu café da manhã, e no meio de uma mordida, levei um susto.
— Eu não tenho nada pra dar ao Rafael.