Rafael
O sol de São Paulo começou a atravessar as frestas da cortina de veludo, desenhando linhas de luz dourada sobre o rosto de Isadora. Eu estava sentado na poltrona de couro à frente da cama há quase uma hora, no mais absoluto silêncio, apenas observando o ritmo da respiração dela. No meu celualar, um relatório da segurança que eu não conseguia ler. As palavras de Fred ainda ecoavam na minha mente: "A senhora Vaz pediu para ser levada ao clube de chá. Ela foi falar com a Dona Beatrice, sen