115 - Tinta, Sangue e Silêncio

Isadora

O Dr. Heitor havia me dado uma missão: escrever. "A mão que escreve não mente para o coração", ele dissera. Comprei um caderno de capa dura, de um couro cru e rústico, que não combinava com a estética impecável da mansão Vaz. Sentei-me na varanda do quarto, enquanto Rafael estava em uma videoconferência tardia no escritório, e deixei a caneta deslizar. Eu não escrevi sobre fatos; escrevi sobre a sensação de ser uma estranha em minha própria pele. Escrevi que o amor dele parecia uma gai
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