O silêncio do táxi que me levava ao consultório do Dr. Heitor era um alívio necessário. Após a tempestade de ciúmes e intervenções de Rafael na primeira sessão, eu sentia que precisava daquele trajeto para respirar sozinha, sem o peso da proteção sufocante dele sobre meus ombros. Rafael não aceitou bem a ideia de eu ir desacompanhada; ele tentou argumentar, sugeriu enviar Fred para me esperar na porta e quase transformou meu desejo de privacidade em uma nova discussão. Mas eu me mantive firme.