Isadora
A mansão, com seus corredores infinitos e teto alto, parecia um organismo vivo que me observava em silêncio. Eu caminhava por ela como uma intrusa em minha própria biografia. Entrei em uma sala de estar menor, mais íntima, onde o sol da tarde entrava com uma intensidade quase agressiva. Sobre um aparador de madeira escura, repousava uma fileira de porta-retratos de prata.
Aproximei-me, o coração martelando contra as costelas. No centro, havia uma foto do nosso casamento.
Rafael estav