Rafael
Eu não podia sair daquela casa. Não hoje. O mundo lá fora, com suas estradas, escritórios e delegacias, parecia um ruído distante e irrelevante comparado ao silêncio tenso que agora impregnava as paredes da mansão. Eu sentia como se estivesse operando com o sistema sob uma pressão impossível, prestes a derreter o hardware. Cada vez que eu fechava os olhos, a imagem de Sofia chorando e revelando a verdade martelava minha consciência.
Eu estava à beira de um colapso. Minhas mãos, geralme