Isadora
O jardim da mansão era um cenário de beleza milimétrica, mas, para mim, parecia um labirinto de sombras. O ar fresco da noite tentava acalmar a adrenalina que ainda corria em minhas veias após o acesso de fúria de Rafael no escritório. Eu estava sentada em um banco de pedra, observando o curativo impecável em minha palma — um testemunho da dualidade daquele homem. As mãos que espatifaram um celular contra a parede eram as mesmas que limparam meu sangue com uma delicadeza quase religios