SOFIA
Naquela noite, quando Eduardo me revelou o plano, o mundo pareceu parar por alguns segundos. O silêncio entre nós foi denso, quase sufocante, como se o ar da sala tivesse se transformado em fumaça. Minha primeira reação foi o medo — visceral, instintivo, paralisante.
E se desse errado?
E se ele não recuasse?
E se, ao invés de fisgar o inimigo, a gente fosse o peixe que caiu na armadilha?
Meu coração disparou no peito, descompassado. Senti a garganta fechar e as mãos suarem, mesmo ali, sen