A Dani me escuta sentada no chão da sala, encostada no sofá, com uma caneca na mão. Nem interrompe. Isso já é estranho.
— Amiga… — ela começa, devagar. — Você tá com cara de quem entrou numa confusão grande.
Solto o ar pela boca e balanço a cabeça.
— Ele surtou.
— Tipo… surtou quanto?
— Ciúme. Louco. Sem filtro. Do nada.
Ela arregala os olhos.
— Do nada nada nunca é, Isa.
— Eu sei. Mas foi rápido demais. Um minuto ele tava frio, distante. No outro, parecia que qualquer coisa virava ameaça.
Pass