Eu não chego acusando.
Seria burrice.
Adrian está no escritório quando eu entro. Porta aberta. Ele está de pé, olhando alguma coisa no notebook, mas pelo jeito da mandíbula, a cabeça não está ali.
Bato duas vezes na porta, mais por educação teatral do que por necessidade.
— Ocupado?
Ele nem olha.
— Sempre.
Eu entro mesmo assim.
Fico alguns segundos em silêncio, como se estivesse decidindo se devo falar. Ele odeia quando eu enrolo. Mas às vezes a pausa faz mais efeito que a frase.
— A Isa tá bem