Mundo de ficçãoIniciar sessãoEle é o CEO mais temido do país. Bilionário, arrogante e lindo como um pecado. Eu sou apenas a babá do filho dele, contratada para domar o herdeiro que já expulsou 9 babás. Mas na primeira noite, ele me encurrala contra a parede da mansão e rosna: "Regra número um: nunca entre no meu quarto. Regra número dois: nunca me faça te desejar." Tarde demais. O filho dele já me chama de mamãe e o pai dele já não consegue tirar as mãos de mim.
Ler maisSara acordou a Lara às 7h da manhã com a fantasia de borboleta azul em cima da cama.— Hoje é o grande dia da minha princesa!Lara esfregou os olhinhos, ainda com sono, mas quando viu a fantasia, sorriu.— Tia Sara, o papai vai mesmo? Ele prometeu?Sara engoliu seco. Thiago não tinha confirmado de manhã. A porta do quarto dele ainda estava fechada quando ela desceu para fazer o café.— Se o seu papai prometeu, ele vai. Fera também cumpre promessa.Ela ajudou Lara a se vestir. A menina estava linda, com as asinhas brilhando. Mas a cada cinco minutos, Lara corria até a janela.— Ele ainda não desceu?Às 8h15, Sara já estava com o coração apertado. A apresentação era às 9h.— Vamos, amor, senão vamos nos atrasar. Seu pai encontra a gente lá.Na hora de sair pela porta da mansão, uma voz grave veio lá de cima da escada.— Espera.As duas se viraram. Thiago estava descendo a escada de terno, sem gravata, e com um buquê pequeno de flores azuis nas mãos.— Papai?— Atrasado para a apresentaç
Sara não se mexeu.A colher dele ainda estava suspensa no ar, a poucos centímetros da boca dela. E os olhos dele não estavam mais frios.— Eu não sou criança pra você dar comida na boca, senhor Thiago.— Eu sei. — A voz dele saiu rouca. — Crianças não me olham desse jeito.O coração de Sara disparou. Ela desviou o olhar e pegou a colher da mão dele, os dedos roçando de leve. Foi só um segundo, mas foi o suficiente para os dois sentirem um choque.Ela tomou a sopa rápido, só para quebrar aquele silêncio pesado.— Satisfeito?Thiago se recostou na cadeira e cruzou os braços. Aquele terno caro, aquele relógio que devia valer mais que um ano do salário dela, e ali estava ele, num refeitório simples de empregados, comendo sopa de legumes.— Por que você veio trabalhar aqui, Sara?— Porque eu precisava do emprego.— Você tem faculdade de pedagogia. Poderia estar em uma escola particular ganhando três vezes mais. Por que na minha casa? Cuidando de uma criança que nem é sua e de um homem que
O relógio da cozinha marcava oito horas da noite e a chuva caía forte em São Paulo.— Eu não janto com funcionários — Thiago disse seco, da porta da cozinha, na cadeira de rodas. Ele tinha tomado banho, estava de moletom preto e cheirava a perfume caro.Sara tinha acabado de fazer uma panela grande de sopa de legumes com frango, bem temperada, do jeito que aprendeu com a avó. E tinha colocado dois pratos fundos na mesa enorme de mármore da cozinha, com duas colheres, dois copos de suco e um pão francês quentinho.— O senhor não vai jantar com funcionária — ela respondeu, sem se abalar, puxando a cadeira para ele chegar mais perto da mesa. — O senhor vai jantar com a única alma viva que está nessa mansão de 20 milhões com o senhor numa noite de sexta-feira chuvosa, fria e solitária. Ou o senhor prefere jantar sozinho de novo olhando para a parede, comendo aquela comida sem graça da dieta do hospital que a cozinheira deixa pronta?Thiago ficou em silêncio. Ele olhou para a sopa fumegant
O relógio marcava sete e meia da manhã quando o grito de Thiago Fera fez a mansão inteira tremer.— EU JÁ DISSE QUE NÃO PRECISO DE AJUDA PARA TOMAR BANHO! FORA DO MEU BANHEIRO!Sara já estava na porta, com a toalha branca enorme dobrada no braço esquerdo e o kit de primeiros socorros e pomadas na mão direita. Ela já esperava por isso. Todas as enfermeiras anteriores tinham contado na agência que essa era a pior hora do dia.— Bom dia, senhor Fera — ela disse com a voz mais calma e profissional que tinha. — O Dr. Marcelo foi bem claro ontem na ligação. O senhor não pode ficar em pé sozinho no box ainda, pode escorregar, cair e abrir os pontos da cirurgia da perna direita que ainda estão cicatrizando. Eu só vou ajudar o senhor a se sentar no banco e já saio.— Eu não quero ninguém me vendo assim! — ele gritou de dentro do box. Ele já estava lá dentro, sentado no banco especial de acrílico, sem camisa, só de bermuda preta, todo molhado, com a água quente caindo nas costas largas e cheias





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