O primeiro gole de café foi como um sopro de vida.
Como se alguém tivesse aberto uma janela dentro da minha cabeça e deixado o ar entrar, mesmo que ainda tivesse fumaça, dor e um latejar absurdo me esmagando por dentro.
A cafeína sempre teve esse poder sobre mim… de me puxar do fundo, nem que fosse por alguns minutos.
Passei a mão pela calça, tateando os bolsos com pressa.
Meu celular.
Eu precisava do meu celular.
Precisava falar com a Glória… precisava saber se ela tinha conseguido consertar a m*** do casamento que eu mesmo tinha montado como punição.
— Você viu meu celular? Perguntei, puxando o paletó e tateando mais uma vez, em vão.
Felipe levantou uma sobrancelha.
— Não… acho que você deve ter deixado cair dentro do carro.
Assenti, tentando disfarçar a ansiedade que começava a se formar no meu peito.
Felipe me observou por um instante, e então respirou fundo, cauteloso.
— Noah… faltam só algumas horas pro seu casamento. A Inês disse que a Ema perguntou por você hoje de manhã… quan