O primeiro gole de café foi como um sopro de vida.
Como se alguém tivesse aberto uma janela dentro da minha cabeça e deixado o ar entrar, mesmo que ainda tivesse fumaça, dor e um latejar absurdo me esmagando por dentro.
A cafeína sempre teve esse poder sobre mim… de me puxar do fundo, nem que fosse por alguns minutos.
Passei a mão pela calça, tateando os bolsos com pressa.
Meu celular.
Eu precisava do meu celular.
Precisava falar com a Glória… precisava saber se ela tinha conseguido consertar a