Percebi que a música havia terminado quando o salão inteiro pareceu “acordar”. Os casais se separaram devagar, as risadas voltaram a crescer e as pessoas começaram a retornar às mesas com aquele ar satisfeito de quem ainda estava sob o efeito do jazz.
Eu deslizei a mão para o fim das costas de Ema, guiando-a com calma até a saída.
Era o momento perfeito para apertar um pouco mais.
Para cutucar.
Para ver até onde ela ia.
— Qualquer anel? — perguntei, com um sorriso leve, enquanto parava no balcã