Percebi que a música havia terminado quando o salão inteiro pareceu “acordar”. Os casais se separaram devagar, as risadas voltaram a crescer e as pessoas começaram a retornar às mesas com aquele ar satisfeito de quem ainda estava sob o efeito do jazz.
Eu deslizei a mão para o fim das costas de Ema, guiando-a com calma até a saída.
Era o momento perfeito para apertar um pouco mais.
Para cutucar.
Para ver até onde ela ia.
— Qualquer anel? — perguntei, com um sorriso leve, enquanto parava no balcão para pagar a conta. — Difícil ouvir isso de uma mulher… você não gostaria de um diamante enorme?
Ema sacudiu a cabeça, negando com simplicidade.
— Não… eu não me importo.
Ela sorriu, inclinou-se e me deu um beijo rápido nos lábios. Um beijo que parecia doce demais para ser espontâneo.
— Só me importo de estar com você… e com a Olivia.
O nome da minha filha saindo da boca dela tinha um efeito estranho em mim.
Ao mesmo tempo que aquecia, irritava.
Eu estava prestes a responder quando ouvi uma vo