Ema suspirava tranquila em meus braços. Nós dois estávamos deitados no tapete felpudo, cor de creme, no chão do quarto, depois de termos feito s**… mais duas vezes.
Com cuidado, tirei meu braço debaixo da cabeça dela e encaixei um travesseiro no lugar, para que continuasse confortável. Ela dormia profundamente, serena… mas, mesmo adormecida, se aproximou mais de mim, se aninhando como se meu peito fosse o lugar mais seguro do mundo.
Só que não era.
Eu passei o braço atrás da minha cabeça e encarei o teto, a mente girando em círculos, pensando em como eu podia ser tão estúpido. Tão ridículo. Tão fraco.
Porque eu tinha me apaixonado por aquela mulher.
Por aquela mulher cruel.
Desde que Olga morreu, eu nunca mais tinha dormido ao lado de outra mulher. Nunca. Não por falta de oportunidade… mas por falta de vontade. Eu simplesmente não conseguia.
E agora… ali estava eu.
Com Ema colada ao meu corpo, depois de tudo o que fizemos.
E por mais que eu dissesse a mim mesmo que não era nada, que e