Mas o amanhã pouco me importava. Eu queria o agora. Eu queria aquele instante, aquela sensação de poder que me incendiava por dentro. Queria deixá-lo sem chão por minha causa e era exatamente isso que eu faria.
Sem desviar os olhos dos dele, ergui devagar a blusa do pijama. Oliver ficou imóvel, como se o mundo tivesse parado, hipnotizado pela forma como meu corpo reagia ao frio e ao desejo ao mesmo tempo. O olhar dele escureceu, faminto, e as mãos deslizaram pela minha cintura, subindo com uma pressa contida, como se estivesse tentando se controlar… e falhando.
Ele me puxou mais para perto, e a distância entre nós virou quase nada. O que nos separava era só tecido. Só um detalhe ridículo prestes a desaparecer.
A boca dele encontrou minha pele com devoção. Um toque quente, úmido, feito para me desarmar. E conseguiu. Meu corpo inteiro respondeu como se fosse inevitável, como se eu não tivesse escolha além de me render. Soltei um som baixo, abafado, tentando lembrar que Olivia dormia