Eu podia sentir os olhos de Ema em mim enquanto abria a porta do quarto. Era um olhar discreto, mas quente, daqueles que parecem encostar na pele e deixar uma marca invisível. Aquilo me atingiu de um jeito perigoso. Eu me sentia aquecido sob aquela atenção, como se um simples olhar fosse capaz de desorganizar a disciplina que eu vinha construindo desde que perdi Olga.
Só que, antes que pudéssemos trocar qualquer palavra, Ema se moveu com naturalidade e foi direto para Olivia. O primeiro instin