Eu passei o resto da manhã em estado de meia‑existência. Tomava café sem sentir gosto, andava pelo apartamento sem lembrar por que tinha levantado da cadeira, abria o celular e fechava na mesma hora. Qualquer notificação me fazia pular, como se cada vibração pudesse ser “achamos a Joana”.
Não era.
Abri o notebook uma vez, por reflexo, como se pudesse me distrair com alguma coisa da faculdade. A tela branca do Word me encarou de volta, vazia. Eu fechei sem escrever uma linha.
Uma hora, o cansaço