Acordar no dia seguinte não parecia exatamente “acordar”. Estava mais para emergir debaixo d’água: tudo lento, pesado, o som distante, o corpo meio dormente. Eu demorei um tempo dolorosamente longo pra entender onde estava.
Teto desconhecido, mas familiar o bastante: o apartamento da empresa. Não era a cobertura. Não era meu quarto com a parede de cor errada e o barulho conhecido do elevador. Era um lugar neutro, de transição. Um limbo mobiliado.
Por alguns segundos, o cérebro tentou seguir o s