No dia seguinte, Daniel me chamou discretamente na cozinha.
— Consegui algumas coisas — disse. — Posso?
Fomos pra uma sala menor, mais reservada, que eles usavam pra reuniões rápidas.
Ele abriu o notebook, girou a tela.
Foto do Lucas, de uns dois anos antes. Registro de boletim de ocorrência. Nada de homicídio, nada grande. Mas envolvimento em briga de bar, suspeita de ligação com tráfico local.
— Não é o pior dos piores — Daniel comentou. — Mas também não é flor que se cheire.
— Eu sei —