Uma noite, depois de um dia particularmente caótico (Joana com febre leve, ligação do banco confirmando o novo acordo, mensagem do Lucas só com um “sumida”), eu estava no quarto, tentando escrever um trabalho da faculdade.
Minha cabeça não colaborava. Levantei pra pegar água. No caminho de volta, ouvi um som baixo vindo do escritório.
A porta estava entreaberta. Luz acesa. Vi de relance Matteo sentado à mesa, a gravata jogada num canto, a cabeça apoiada nas mãos.
Bati de leve.
— Tá tudo bem