Três dias depois da crise do tambor, a vida na cobertura 2801 já tinha um esboço de rotina.
Eu acordava antes de Joana, tomava café rápido, ajudava a arrumar a mochila dela, levava pra escola, voltava, tentava encaixar leituras da faculdade, buscava, lanche, brincadeira, alguma atividade, banho, jantar, história, cama.
Entre esses blocos, Matteo aparecia como um satélite de alta gravidade: às vezes perto demais, às vezes distante, mas sempre influenciando tudo.
Foi numa dessas manhãs, depois de