Depois da visita do avô, Joana passou o resto do sábado com um humor oscilando entre azedo e carente.
Ela não queria ler, não queria assistir desenho, não queria montar quebra‑cabeça. Queria “não fazer nada”, o que, para uma criança de cinco anos, dura cerca de sete minutos.
Eu me sentei no chão do quarto dela, encostando as costas na cama.
— Sabe que “não fazer nada” com companhia é mais legal do que sozinha, né? — comentei.
Ela pensou, fechando a cara.
— Você não vai falar que meu avô é legal