Na segunda‑feira à noite, eu estava no quarto, tentando organizar leituras da faculdade no notebook, quando alguém bateu na porta.
— Entra — falei, sem tirar os olhos da tela.
Matteo apareceu.
Eu já tinha me acostumado a vê‑lo de dois jeitos: em modo “casa” (mangas dobradas, botão aberto, gravata ausente) e em modo “mundo” (terno impecável, postura ainda mais rígida).
Naquele momento, ele estava 100% “mundo”: terno escuro alinhado, camisa impecável, relógio brilhando discretamente, cabelo perfe