O dia foi longo, mas previsível.
Natan retornou do escritório pouco depois das sete da noite. Reuniões resolvidas, decisões tomadas, nada que exigisse mais do que o costumeiro controle. A casa o recebeu com sons conhecidos: vozes baixas vindas da cozinha, o arrastar leve de cadeiras, o som intermitente de um desenho infantil ao fundo.
Tudo funcionando.
Ele deixou as chaves sobre a mesa e passou os olhos pela sala antes de seguir para o escritório. Não encontrou Ana.
Não era estranho. El