Ana não nasceu em um mundo fácil.
Desde cedo, aprendeu que a vida não vinha com garantias, nem com promessas de estabilidade. Filha única, criada apenas pela mãe, ela cresceu entre ausências e esforços silenciosos. Não havia excessos, não havia sobra, havia cuidado, havia luta, havia amor na forma mais crua e verdadeira que alguém poderia conhecer.
E, por muito tempo, aquilo foi suficiente.
Até deixar de ser.
Perder a mãe não foi apenas uma dor.
Foi um rompimento.
Um antes e um depois que