Era quase meia-noite quando Ana saiu do banho.
O cabelo ainda úmido escorria pelas costas, a camisola simples colando levemente à pele por causa do vapor que ainda permanecia no banheiro. A casa estava quieta, daquele silêncio que se instala quando os corredores parecem longos demais e cada som ganha peso.
Ela apagou a luz com cuidado.
Foi então que ouviu.
Não era um choro aberto. Um resmungo irregular, curto, seguido por um gemido baixo vindo do quarto de Kali. O tipo de som que não permit