O som do chuveiro preenchia o banheiro quando Natan entrou no quarto.
Ele não disse nada. Fechou a porta com cuidado e parou no meio do espaço, como se ainda não tivesse certeza se deveria estar ali. O vapor escapava por baixo da porta do banheiro, deixando o ar mais denso, quente demais para aquela hora da manhã.
Esperou.
O som da água cessou.
Natan desviou o olhar para a janela por instinto, tentando tornar o momento menos invasivo. Ouviu passos descalços, o ruído discreto da toalha s