A Kali estava sentada na cadeirinha, encaixada à mesa como se sempre tivesse pertencido àquele lugar. Batia a colher pequena contra a bandeja, fascinada pelo som, espalhando um pouco de comida no babador.
Ana estava ao lado, inclinada na direção dela, paciente, concentrada em cada colherada. Não participava do almoço como os outros. Estava ali por função, por cuidado. Presente, mas não incluída.
Lucas percebeu isso com clareza.
Ela não ocupava espaço.
Ela existia ali.
Natan estava na