Ana acordou com a sensação errada antes mesmo de entender o motivo.
Não foi um susto. Foi algo mais sutil, quase íntimo demais para se manifestar como pensamento. Um deslocamento interno, como se o corpo tivesse despertado segundos antes da consciência. O quarto ainda estava mergulhado naquele intervalo indeciso entre a noite e a manhã, quando o escuro começa a ceder, mas o dia ainda parece indeciso quanto a existir.
Havia um azul frio se infiltrando pelas frestas da cortina.
Ela ficou im