29. A Única Explicação Lógica
“Lucas Sinclair”
Desligo o celular e o coloco de volta sobre a mesa, ainda sem acreditar no que acabei de fazer.
Sair do trabalho mais cedo para comprar uma árvore…
Inacreditável.
Passo a mão no rosto, tentando organizar os pensamentos, quando a porta do escritório se abre sem a menor cerimônia.
Owen entra com alguns papéis nas mãos.
— Por que você nunca b**e na porta? — pergunto, seco.
— Nunca parei para pensar nisso — ele responde, se jogando na cadeira à frente da minha mesa. — E não vai ser agora que vou pensar.
Reviro os olhos e pego o telefone para solicitar à minha assistente que reagende meus compromissos.
Quando termino, Owen me encara como se eu tivesse acabado de anunciar que vou largar tudo e virar monge budista.
— O mundo está acabando e eu não fiquei sabendo? — pergunta, irônico. — Você acabou de desmarcar a reunião com o conselho e a ligação com Londres?
— Sim.
Ele cruza os braços, me estudando com aquela expressão analítica de advogado que dá nos nervos.
— Lucas, você