144. A Primeira Reação Verdadeira
A voz dela é baixa, quase gentil.
Quase.
Levanto os olhos para Diana, que se senta na cadeira de Lucas, segurando o copo de vinho entre os dedos com aquele ar de quem está acostumada a ocupar qualquer lugar que queira.
— Estou, sim — respondo, mantendo o tom neutro.
Ela sorri de maneira ensaiada e dá um gole no vinho, sem pressa.
— Você deve estar se perguntando o que eu quis dizer antes.
“Não estou”, penso. “Até porque entendi perfeitamente”.
— Não precisa explicar — respondo, baixo. — Já foi.