HEITOR CASTRO
A mansão Castro sempre foi um monumento à minha ascensão e, simultaneamente, à minha servidão. Mas naquela noite, as paredes pareciam estar se fechando. O ar condicionado central, normalmente silencioso, emitia um zumbido que irritava meus nervos já em frangalhos. Eu estava diante do espelho do meu closet, terminando de ajustar o nó da gravata de seda italiana, mas o homem que me devolvia o olhar parecia um estranho. Um estranho que carregava o peso de seis cadáveres deixados no M