ABEL ARRUDA
O brilho azulado das doze telas na sala de monitoramento era a única luz que eu permitia entrar na minha alma. Ali, cercado por códigos e frequências criptografadas, eu era um deus em um império de silício. Mas, do lado de fora dessas paredes blindadas, eu era apenas o filho de um monstro.
Eu observava Heitor sair do corredor, os ombros tensos, o rosto de um homem que acabara de tocar o fogo e não sabia se queria apagar as chamas ou queimar com elas. Ele me pediu para investigar Va