Parte I — ABEL ARRUDA
O bunker ainda vibrava com o eco da operação bem-sucedida. Nos monitores, eu via as viaturas da PF chegando ao túnel vazio, encontrando apenas fumaça e marcas de pneus. O plano de Isadora tinha sido cirúrgico, e o meu, invisível. Mas a verdadeira adrenalina não vinha dos códigos ou das apreensões frustradas de Nilo. Vinha da mulher que acabara de entrar pela comporta hidráulica, ainda vestindo o traje tático negro, com o cheiro de asfalto úmido e pólvora impregnado na pel