ISADORA GALARZA
O cheiro de maresia e óleo diesel no porto clandestino de Santos era a única coisa que me mantinha aterrada à realidade. Eu estava sentada sobre um contêiner enferrujado, observando o movimento das docas através da mira telescópica do meu fuzil. O mundo lá embaixo era um formigueiro de homens pequenos com ambições medíocres, mas eu não estava caçando soldados. Eu estava caçando o passado.
— Senhora, os sinais foram interceptados. — A voz de Ramon, meu braço direito e um dos po