VALENTINA / MIRTES
A noite na mansão Castro pulsava com um silêncio sintético, preenchido pelo zumbido das câmeras e pelo impacto dos coturnos no mármore. Desde o estado de sítio decretado por Paulo Arruda, o oxigênio parecia racionado pela paranoia do Patriarca. Sob meu uniforme, o dispositivo quântico entregue por Carla e Jorge vibrava contra minha clavícula — um elo invisível que transformava Valentina, a babá prisioneira, de volta em Mirtes, a espiã da Federal.
A vigilância era asfixiante