Abel Arruda
Eu tinha sangue nos olhos. Estava vendo em vermelho, uma névoa escarlate que turvava minha visão e acelerava meus batimentos.
Ali, no centro daquela sala de controle fria e metálica, estava a Beatriz. Ela segurava o meu filho nos braços como se fosse um troféu, uma moeda de troca em um jogo doentio.
— Beatriz! — gritei, minha voz ecoando pelas paredes de ferro da plataforma, chamando sua atenção.
— Venha até aqui. Entregue o meu filho e vamos conversar. Você não vai ter coragem