Abel Arruda
Estávamos todos aguardando o primeiro tiro. Meus dedos roçavam o gatilho, a adrenalina queimando como ácido nas veias.
Mas Dante Mancuso continuava com sua arma apontada para baixo, um gesto de rendição que não combinava com o histórico de um carrasco.
Seus homens ao redor, no entanto, permaneciam a postos, sombras letais sob o luar da Sardenha que poderiam nos estraçalhar em segundos.
— Abel! — gritou ele, vindo andando devagar em nossa direção, as mãos visíveis, mas a postura