Capítulo 31

Matteo Mancini

O silêncio sempre me obedeceu.

Durante anos, bastava a minha presença para que a casa se curvasse. Passos cessavam. Vozes diminuíam. Olhares se abaixavam.

Eu era a ordem. Eu era a regra. Eu era o medo necessário.

Mas naquela manhã… algo estava errado.

Ouço risadas antes mesmo de descer as escadas.

Risadas.

Na minha casa.

Aperto o copo de café com força demais, sentindo o estalo fino da porcelana sob meus dedos. Não quebra, mas quase. Como eu.

Desço.

As crianças estão espalhadas
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