LEON
Valentina ainda tremia quando as palavras saíram de sua boca, baixas e desesperadas:
— Não ele… o bebê não é seu… ele é… do meu ex-namorado.
Eu a encarei em silêncio. Por um segundo, quase ri da tentativa fraca. Ela não sabia mentir. Seus olhos fugiam dos meus, os dedos apertavam o lençol com força excessiva, e o rubor subia pelo pescoço dela como sempre acontecia quando estava nervosa. Era como se eu já conhecesse Valentina de séculos.
— Então me responde Valentina, aquele homem do beco.