LEON
Entrei no quarto com o coração apertado. A luz suave do abajur iluminava o rosto dela, pálido, mas ainda absurdamente lindo. Valentina estava recostada na cama, com o soro no braço e um lençol fino cobrindo o corpo. Assim que me viu, seus olhos se arregalaram e ela tentou se sentar melhor.
— Senhor Leon… — murmurou, a voz fraca. — Obrigada. Por tudo. Se o senhor não tivesse aparecido…
Ela parou, nervosa, mordendo o lábio inferior. Eu me aproximei devagar, puxando uma cadeira para perto da